Comitiva esteve com o diretor da Polícia Federal e com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (11)
Enquanto o Congresso Nacional ainda está na fase de coleta de assinaturas para a instalação de CPIs destinadas a investigar o Banco Master, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado criou um grupo de trabalho que já começa a lançar luz sobre aquele que pode ser um dos maiores escândalos envolvendo o sistema financeiro na história do Brasil.
A senadora Margareth Buzetti (PP-MT) é a única representante de Mato Grosso no grupo, que esteve nesta quarta-feira (11) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, e com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. Ao longo da semana, a comissão aprovou 19 requerimentos de convite a autoridades, que deverão começar a ser ouvidas após o carnaval.
“Já havia assinado dois pedidos de CPI por entender que este é um caso muito grave e que tem ramificações em todos os Poderes da República. O grupo de trabalho terá uma missão importante porque, diferentemente da CPI, não é temporário. Quanto mais falarmos sobre o assunto, convocando todos os envolvidos, menor será o risco de blindagem em uma investigação que expõe pessoas poderosas”, afirmou a senadora Margareth.
Após a reunião com o diretor-geral da Polícia Federal, os senadores receberam a garantia de que um integrante da equipe técnica será designado para auxiliar o Senado no andamento dos trabalhos da comissão. Na ocasião, os parlamentares também manifestaram apoio à forma como a instituição vem conduzindo as apurações.
No Supremo Tribunal Federal, o presidente da CAE, senador Renan Calheiros, informou ao ministro Edson Fachin que a comissão deve iniciar a fase de depoimentos ouvindo o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro. Assim como ocorreu na reunião com a PF, os parlamentares solicitaram o compartilhamento de informações para contribuir com a apuração dos fatos.